IR: Por que fazer a declaração com um contador é uma escolha mais segura?

Declarar o IR por conta própria não é proibido, qualquer contribuinte pode fazer isso, o problema é o custo do erro

Fazer a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) por conta própria ou pedir a ajuda de um contador? Essa é uma das principais dúvidas dos contribuintes quando o assunto é enviar os dados tributários e fiscais para o Fisco. Para este ano, a Receita Federal implantou cruzamentos de dados ainda mais sofisticados com bancos, planos de saúde, corretoras e plataformas digitais de apostas. Isso significa que cometer erros é bem mais difícil, mas pode acontecer.

Pequenos descuidos no preenchimento podem reter a declaração e jogar o contribuinte no fim da fila da restituição, além de gerar multas e outros transtornos. A questão mais importante é: vale a pena lidar com os transtornos de corrigir sua declaração por causa de inconsistências?

Neste artigo, você vai entender por que contar com um profissional habilitado é, na maioria dos casos, a escolha mais segura para a sua declaração.

Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda?

O primeiro passo é descobrir se você realmente é obrigado a declarar o Imposto de Renda. A declaração é exigida para contribuintes que, no ano-base 2025, receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil ou acumularam rendimentos isentos de mais de R$ 200 mil.

Há ainda outras situações que tornam a declaração obrigatória:

  • Quem realizou operações na bolsa de valores acima de R$ 40 mil no ano
  • Quem obteve receita bruta superior a R$ 169.440,00 com atividade rural
  • Quem passou à condição de residente no Brasil durante 2025
  • Quem optou pela isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial com aquisição de outro em 180 dias
  • Quem teve ganhos com apostas esportivas (bets) acima de R$ 28.467,20 ou mantinha saldo igual ou superior a R$ 5 em contas de apostas no fim de 2025

O prazo de envio do documento começou em 23 de março e termina em 29 de maio, às 23h59. Quem perde o prazo paga multa mínima de R$ 165,74 e fica com o CPF irregular.

Quais são os principais riscos de declarar o Imposto de Renda sozinho?

Qualquer contribuinte pode declarar o Imposto de Renda por conta própria. O problema é o custo do erro. Em 2024, cerca de 1,5 milhão de declarações ficaram retidas na malha fina (cerca de 3,2% do total enviado).

Cair na malha fina significa que a declaração apresentou alguma inconsistência e ficou retida para análise da Receita Federal. Isso pode acontecer por divergência de informações, omissão de rendimentos, erros no preenchimento ou falta de documentos comprobatórios.

Enquanto a situação não é regularizada, a restituição pode ficar bloqueada e o contribuinte pode ser chamado a corrigir a declaração ou apresentar comprovantes. Em alguns casos, também pode haver cobrança de imposto, multa e juros.

Situação Penalidade
Entrega em atraso 1% ao mês sobre o imposto devido, mínimo R$ 165,74, teto de 20%
Omissão de rendimentos Multa de 75% sobre o imposto não pago + juros pela Selic
Fraude comprovada Multa de até 150% + responsabilização criminal
Inconsistências formais Retenção da restituição até regularização documental

Os erros mais frequentes em declarações incluem: omitir rendimentos de aluguel ou plataformas digitais, lançar o valor total de um bem financiado em “Bens e Direitos” (o correto é só a parte já paga), incluir despesas médicas sem comprovantes válidos com CPF/CNPJ do prestador ou esquecer melhorias em imóveis.

Por que o contador é a escolha mais segura para sua declaração?

O contador está familiarizado com a legislação tributária e preparado para orientar o contribuinte em todas as etapas da declaração. Segundo o coordenador contábil da CM Pires, Carlos Eduardo Bitencourt, ao contar com o suporte desse profissional, o contribuinte ganha mais segurança, tranquilidade e precisão no envio das informações à Receita Federal.

“A declaração do Imposto de Renda envolve muito mais do que apenas informar rendimentos. Um contador possui conhecimento técnico para identificar deduções legais, cruzamentos fiscais, obrigatoriedades acessórias e oportunidades de economia tributária dentro da legislação vigente. Além disso, o profissional consegue analisar a situação patrimonial do contribuinte de forma estratégica, evitando inconsistências que possam gerar problemas futuros com a Receita Federal”, destacou o profissional.

Além disso, o contador consegue identificar oportunidades legais para reduzir o imposto a pagar ou aumentar o valor da restituição que o contribuinte, quando faz por conta própria, nem sempre vai saber. “Realizar a declaração por conta própria pode aumentar significativamente os riscos de omissões, preenchimentos incorretos e divergências de informações. Muitas vezes, o contribuinte desconhece regras específicas sobre ganhos de capital, investimentos, despesas dedutíveis, dependentes ou movimentações patrimoniais, o que pode levar à malha fina, cobrança de multas e até fiscalização futura”, alertou o coordenador.

O contador atua em três frentes para favorecer o cliente na hora da declaração:

Conferência prévia das informações: verifica se os valores declarados estão de acordo com informes de rendimentos, despesas médicas, dados de imóveis e outras fontes cruzadas pela Receita.

Apoio documental: orienta na organização de recibos, comprovantes e documentos exigidos, garantindo que tudo esteja correto e disponível em caso de necessidade.

Defesa técnica: caso a declaração seja retida, o contador pode auxiliar na correção das inconsistências, responder aos questionamentos e representar o contribuinte com base na legislação.

E se eu já entreguei a declaração com erro?

Calma: erros podem ser corrigidos por meio da declaração retificadora, que pode ser apresentada por até 5 anos após o envio original, desde que a Receita ainda não tenha iniciado fiscalização sobre o caso.

Pontos de atenção:

  • Antes do fim do prazo (29/05): é possível inclusive trocar o modelo de tributação (simplificada ↔ completa)
  • Após o prazo: ainda é possível retificar, mas não se pode mais mudar o modelo
  • Com intimação em curso: não é mais possível retificar por conta própria, apenas com defesa formal

Quanto antes o erro for identificado e corrigido, menores são os juros e o risco de autuação. Esse é mais um motivo pelo qual o acompanhamento profissional ao longo do ano vale tanto quanto o serviço realizado apenas em maio.

Qual o papel do certificado digital no Imposto de Renda?

O certificado digital é uma identidade eletrônica de pessoas físicas emitida por certificadoras credenciadas pela ICP-Brasil. Com o certificado digital, é possível assinar documentos eletrônicos com validade jurídica, acessar plataformas do governo com segurança e garantir que operações digitais sejam realizadas de forma autenticada e protegida.

Além disso, o certificado possui papel estratégico no envio da declaração, tanto para o contribuinte quanto para o contador que atua em seu nome. E tudo isso pode ser feito com toda a comodidade direto do smartphone, tablet ou notebook. Basta ter conexão com a internet, token, smartcard ou um arquivo instalado no PC.

As principais vantagens de usar o certificado digital incluem:

  • Acesso completo à declaração pré-preenchida — recurso que a Receita espera utilizar em 60% das declarações em 2026. A pré-preenchida também está disponível via conta gov.br nível Prata ou Ouro, mas o certificado garante a importação mais ampla e segura de dados, incluindo IR retido em renda variável, eSocial e DARFs pagos.
  • Procuração eletrônica para o contador — com o e-CPF, você concede acesso ao seu portal e-CAC para que um profissional habilitado atue em seu nome sem precisar compartilhar senhas pessoais.
  • Maior agilidade no processamento — declarações transmitidas com certificado costumam passar por validações mais rápidas.
É aqui que tudo se encaixa: o certificado digital permite que seu contador acesse, prepare e transmita a declaração em seu nome com total rastreabilidade, sem que você precise repassar senhas pessoais. A procuração eletrônica é uma das formas mais seguras de delegar obrigações fiscais no Brasil.

Conclusão

A Receita Federal realiza o cruzamento de dados de forma cada vez mais precisa, utilizando informações fornecidas por bancos, planos de saúde, cartórios, empresas e plataformas digitais. Por isso, a declaração do Imposto de Renda exige atenção constante à conformidade fiscal.

Tentar declarar sozinho pode trazer riscos sérios, como cair na malha fina, pagar multas, perder a restituição ou até ficar com pendências no CPF. Muitas vezes, o custo de corrigir erros e lidar com problemas fiscais é maior do que o de investir em um contador para executar esse processo.

Contar com um contador é, acima de tudo, uma decisão de segurança e gestão de risco. Além de reduzir as chances de inconsistências, esse profissional pode transformar a declaração em uma oportunidade de planejamento, organização patrimonial e economia tributária dentro da lei.

Quer declarar seu imposto com segurança? Fale com a nossa equipe.

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